Para nós, a prática de uma comunicação consciente é construir o futuro dos nossos parceiros com a transcendência do tempo por meio da transformação de boas idéias em resultados reais
Postado em: 14/04/2010
Fonte: Alex Ribeiro
Empresas nos Estados Unidos perdem com o stress 150 bilhões de dólares por ano.
Em plena era do conhecimento, também identificada como era digital, as empresas buscam cada vez mais velocidade, qualidade e competitividade para vencer os desafios deste novo cenário corporativo. Grandes investimentos em tecnologia, projetos de reestruturação, definição de estratégias, algumas de expansão outras apenas de sobrevivência, fidelizações, fusões, aquisições, entre outras.
Mas quem faz tudo isto acontecer?
Pesquisas no mundo inteiro revelam que o stress reduz significativamente o desempenho pessoal e profissional. Uma empresa com seu time estressado tem baixa performance e produtividade, no entanto, a falta de stress também é nociva às organizações. O objetivo está no Ponto de Equilíbrio do Stress ou Stress Produtivo. Isto significa que as empresas precisam aprender a gerenciar esse ponto. Fica mais fácil entender o que significa o Ponto de Equilíbrio se traçarmos uma metáfora com o movimento de um elástico: se você não esticá-lo, ele fica frouxo, perdendo sua função. Por outro lado, se você esticá-lo em excesso, ele vai arrebentar, tornando-se, da mesma forma, inútil. Eis o ponto ideal, o segredo: a sua equipe não pode afrouxar e nem romper.
O afrouxamento (ou falta de stress) significa, no âmbito empresarial, desmotivação, lentidão para decisões ou também chamado de preguiça decisória. Uma verdadeira anemia empresarial!
Mas se o elástico estiver quase rompido ou totalmente rompido (excesso de stress), a empresa pode pagar ainda mais caro, pois acarreta problemas como:
· Falta de concentração - prejudica reuniões, decisões, vendas, pois não assimila claramente as necessidades dos clientes internos e externos.
· Desmotivação - o profissional já não encontra mais fonte de energia para continuar em busca das metas e objetivos.
· Conflitos interpessoais - a inteligência emocional passa a ser um artigo de luxo em prateleiras bem altas. São gerados problemas de comunicação, sonegação de dados, fofocas, formação de guetos organizacionais e, consequentemente, perda de clientes.
· Baixa qualidade - serviços e produtos são afetados por falta de atenção, displicência.
· Custos com faltas - os problemas com stress são responsáveis por até 60% das faltas no trabalho. Mas, pior que o absenteísmo (falta no trabalho) é o presenteísmo, onde o colaborador está na empresa, mas é como se não estivesse. Essa situação é muito comum em organizações estressadas.
· Custos com doenças do trabalho, acidentes e afastamentos - o stress causa e acelera esse processo que envenena as empresas e reduz a qualidade de vida das pessoas.
· Erros - como a capacidade mental e fisiológica do profissional fica vulnerável, as chances de erros serem cometidos crescem significativamente. Alguns erros podem causar perdas de oportunidades ou de clientes e - pior - podem gerar altos custos não previstos.
Existem muitos outros prejuízos empresariais causados pelo stress no trabalho; citamos apenas os mais aparentes. Felizmente, esse contexto pode ser gerenciado. Líderes e colaboradores podem aprender como tirar proveito deste fenômeno natural (o stress) e transformá-lo em produtividade.
Os cincos passos da administração do stress:
1º - Desmitificação do Stress: é difícil combater algo que não se conhece, portanto a equipe deve entender o que é stress (também conhecido como distress ou estado de alerta crônico).
2º - Medição: significa medir o nível de stress no ambiente de trabalho para encontrar o ponto de equilíbrio.
3º - Identificação dos Agentes Estressores: nessa fase, os profissionais da empresa devem estar identificando e pontuando as situações que geram stress coletivo e as que geram stress individual.
4º - Plano de ação: esta é a fase onde se cria um plano para resolução do problema. Pode-se definir diversos tópicos, ações e atividades a serem trabalhados, entre eles:
- administração do tempo;
- arrumação e organização do ambiente de trabalho;
- relacionamento interpessoal;
- comunicação;
- alimentação;
- autoconhecimento;
- relaxamento;
- exercícios;
- terapia / yoga;
- cooperação;
- palestras sobre o assunto;
- técnicas de reuniões produtivas;
- elaboração de um manual anti-stress no trabalho.
5º - Avaliação: após um tempo (determinado pelo plano de ação), a equipe deve estar avaliando os resultados através de indicadores de controle do stress, que podem ser selecionados pela própria empresa. Alguns exemplos de indicadores:
- redução de faltas e atrasos;
- relatório de satisfação do cliente;
- redução de doenças físicas e emocionais;
- avaliação de desempenho;
- registro de comentários sobre a qualidade de vida no trabalho da empresa em questão;
- melhoria das vendas e faturamento, entre muitos outros.
Você e a sua empresa devem aprender a administrar o stress, pois esse tema é mais que uma possibilidade de aumentar lucros e benefícios. É, acima e antes de mais nada, um aviso, uma chance, uma oportunidade para viver melhor e prosperar.
Tecnologia e recursos financeiros são fundamentais, mas apenas se o capital humano for produtivo. Caso contrario, o fracasso empresarial será o resultado mais provável.
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